Vivências de Leitura e Escrita na minha Infância!
Vou ser bem sincera em meu depoimento. Minha
infância foi repleta de muita brincadeira de rua e foi na rua com meus amigos,
irmãos, primos e até com meus pais que construímos juntos muitas histórias.
Tínhamos um convívio
social muito tranquilo, o que nos permitia ficar na rua brincando até
tarde. À noite também reuníamos para ouvir histórias.
Minhas férias
foram sempre em fazenda e lembrança de algum livro na primeira infância, não
tenho. Como disse vivíamos e brincávamos, construímos grandes histórias.
Foi que contribuiu
muito na minha produção escrita, sempre tive muito o que escrever, pois vivi
muito!
Quando comecei a
estudar, tenho a lembrança da minha mãe brincando comigo de escolinha.
Tinha uma lousa e todas as noites ela passava as palavras para eu
reescrevê-las.
Passeávamos de carro e
eu ia "lendo" tudo o que via pela frente e a primeira palavra
que eu li sozinha foi "LOCOMOTIVA", marca das lonas de
caminhão. Nossa que gostoso lembrar disso!
Depois que engrenei
nos estudos, me tornei uma apaixonada pela leitura e meu primeiro livro foi: O
enigma da televisão, de Marcos Rey.
Tive excelentes
professores de português e fazer redação sempre foi um prazer, pois todos os
textos eram lidos por eles, e sempre vinha com um comentário, o que me deixava
cada vez mais incentivada a escrever.
Hoje trabalho com
projeto de incentivo à leitura e vivo rodeada por livros. E sempre digo
que ler é mergulhar no maravilhoso universo das palavras!
Grasiela Vendresqui Romagnoli
Meus
primeiros contatos com a leitura
Minhas leituras começaram quando ia visitar meus avôs na fazenda onde moravam,
eu não sabia ler nada, mas meu avô sempre sentava comigo e com meus primos do
lado de fora da casa e olhava par o céu e criava suas próprias histórias.
Lembro-me que ele sabia o nome de quase todas as constelações e que a partir
delas criava o ambiente e contava a história.
Fui
crescendo, entrei na escola, logo que pude comecei a ler, meus pais por não
terem sido alfabetizados sempre nos incentivava a ler, eu e meus quatro irmãos,
para ampliar nosso aprendizado e contar as histórias para eles. O livro que me
chamou a atenção foi “Zezinho, o dono da porquinha preta” de Jair Vitória,
senti-me atraída por ele logo que entrei na biblioteca, pois os livros ficavam separados
para leitura. Como posso dizer, devorei-o menos de uma semana e fiquei
encantada com a história... Então, foi assim que me tornei a leitora que sou,
leio tudo que me cai às mãos, mesmo que o livro seja chato, faço da leitura uma
distração para os olhos e um acalento para o coração. Também adoro poesia.
Elza Terezinha Bortolo
“Penso,
logo existo”? Não! Leio, logo existo!
Amor não se explica. Amor se vive e
ponto. Acho que é por isso que não consigo explicar de onde vem o meu amor pela
leitura. Fiz o curso de Letras para ler muito, ler até não conseguir mais.
Não me lembro qual poeta dizia que não é preciso explicar porque se respira,
então ele também não precisava explicar porque escrevia. Eu não preciso
explicar porque leio. Leio porque preciso. Leio porque isso me completa. Leio
porque me sinto viva quando posso viajar em experiências que provavelmente
nunca terei, por falta de oportunidade ou coragem.
Amor antigo, de infância. Amor que não muda, não desanima, não enfraquece. Pelo
contrário, se fortalece a cada decepção com a vida ou com as pessoas. Amor que
me resguarda da cor cinza do mundo aqui fora. Amor que me torna mais forte e
mais sábia.
Amor que, como todos, me faz sorrir, sofrer, chorar, pensar no que realmente
sou e no que quero ser. Amor que transmito a cada um que conto minhas
histórias, seja sentada na mesa da sala de aula ou em uma esquina qualquer.
Amor que me identifica. Não sou só a Ariana, sou a
Ariana-leu-tudo-do-Machado-de-Assis, a
Ariana-nome-retirado-de-uma-poesia-de-Vinícius-de-Moraes, a Ariana-Dom-Quixote,
a Ariana-Pequeno-Príncipe...
“Penso, logo existo”? Não! Leio, logo existo!
Ariana
“Nave melhor do que um livro, para
viajar longe, não há”
Emily Dickinson
Emily Dickinson
A leitura nos transporta para outros Mundos,
Nossos horizontes se expandem e não existe maior prazer que esse na vida.
Como em um quebra cabeça , somos convidados a montar uma vivência ao
nosso redor.
Cada palavra lida , frase e oração,surgindo implacavelmente e nem os
maiores tornados são capazes de destruir o que nasce nas nossas ideias.
Edmara
Minhas Experiências Leitoras
Minha experiência com a
leitura e a escrita se deu muito cedo. De todas as brincadeiras de minha
infância, a que eu mais gostava era brincar de escolinha.Eu era a única menina
da família, prima de oito meninos.Assim sendo, eu era a professora e eles eram
meus alunos.Com a ajuda da minha avó,fui conhecendo as letras e aos 6 anos
estava alfabetizada.Ela sempre comprava muitos livros de contos de fadas;
sentávamos todos ao seu redor e a leitura nos envolvia com seus encantos.Era
muito engraçado,pois tínhamos "medo" dos personagens,era simplesmente
encantador.Despertado este gosto pela leitura,todo fim de semana, eu não a
deixava em paz,queria ir à banca comprar mais livros, gibis...Assim, fui
conhecendo os livros infanto-juvenis,os poemas, os romances e os mais
diversificados tipos de texto.Os hábitos de leitura e escrita fazem parte da
minha vida desde então e é por conta desses hábitos que me enveredei pelo
caminho das LETRAS.
Millene Ribeiro
Esperancini Nogueira
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